
Afficher 2backpacks – Jordan sur une carte plus grande
Tudo passa muito rapido. Estamos ainda « nos adaptando » e o primeiro dos 29 paises da nossa Volta ao Mundo vai ficar para tras. A velha historia, de que somente um contato prolongado com as gentes do lugar, e com o seu dia-a-dia, é capaz de mostrar a cara de um pais, se mostra, mais uma vez, verdadeira. Estamos deixando a Jordânia e so agora certos habitos começam a se fazer perceptiveis ao nosso olhar. Somente agora descobrimos os lugares – para comer, por exemplo – frequentados pelos jordanianos, onde se descortina a autenticidade esquecida pelos estabelecimentos direcionados aos turistas.
A Jordânia pode ser um pais barato para um turista-mochileiro. Na maior parte do tempo, não é. Ela oferece um mundo de atividades que compromete um orçamento mais espartano. Soma-se às atividades, o preço cobrado dos estrangeiros: de alguns centavos à cinco vezes o preço cobrado de um jordaniano. O que fazer? Tentar escapar das armadilhas turista-pombo utilizando os transportes publicos, por exemplo? Como falei ha pouco, mesmo utilizando um microônibus local, o preço cobrado vai ser mais alto que o normal. Mais barato que um taxi? Claro que sim, mas se levarmos em conta a escassez de meios de transporte confiaveis – em relação a horarios e itinerarios -, em grande parte dos centros de interesse turistico do pais, mesmo o mochileiro mais roots vai se ver forçado a contratar um taxi, se não quiser caminhar algumas dezenas de quilômetros.
O preço dos hotéis destoa do resto dos itens que constituem o orçamento de um viajante: come-se barato na Jordânia, mas dorme-se caro.
O transporte dentro e fora das cidades (incluindo os taxis) é barato, mas a excursão turistica e as entradas das atrações são caras. Em muitos lugares do mundo – Paris, por exemplo – podemos fazer turismo à pé, sem entrar em lugar nenhum e comendo na rua: flanar! Essa formula, aplicada à Jordânia, é extramente barata. O problema é que não existem atrações e monumentos para se ver nas ruas. Curto e grosso: não ha grande coisa para ver – no senso turistico. Podemos, é claro, observar as pessoas, conversar com o vendedor de suco e ter uma estada superbarata. Porém, quando decidimos se banhar no Mar Morto, ver o templo do Indiana Jones ou andar de camelo no deserto, é preciso aumentar o orçamento em pelo menos 50%. Foi o nosso caso, tinhamos um orçamento previsto de 40 euros por dia, no final, gastamos, em média, 65 euros.
Arranhando o inglês, todo mundo consegue aproveitar a estada no pais. A sinalização rodoviaria, e mesmo nas cidades, é em arabe e inglês. Mesmo o taxista que não fala um unica palavra em inglês vai ser capaz de reconhecer o destino procurado. Essa facilidade, somada à sensação de segurança experienciada nas ruas, nos mercados lotados, mesmo à noite, fazem da Jordânia um pais tranquilo para visitar. Sem mencionar a grande cordialidade das pessoas com as quais tivemos oportunidade de conversar.
Ponto fraco: a limpeza e o preço dos hotéis e albergues para mochileiros; a dificuldade do turismo, quase inexistente, durante o periodo do Ramadã.
Ponto forte: pouca insistência da parte dos vendedores de rua. Não vimos o assédio presente nas praias brasileiras, por exemplo; a comida saborosa e extremamente barata; a proximidade dos diversos pontos de interesse turistico do pais.












