

Nos encontramos Phouvid, 17 anos, em um sabado, em Luang Prabang, no intenso calor tropical dessa cidade do Laos conhecida pelos seus magnificos templos. Nos procuravamos uma passagem entre duas ruelas e acabamos em um patio calmo e florido, com dois monges sentados em torno de uma grande mesa de madeira, conversando animadamente. Suas tunicas laranja florescente, deixando à mostra a metade de seus torsos, contrastavam com a calma e serenitude de seus rostos. Quando nos perguntamos a um desses monges se ele aceitaria nos responder algumas questões, ele (Phouvid) nos disse sim imediatamente, entusiasmadamente ele respondera nossas perguntas e, demonstrando bastante curiosidade, nos questionara também.
O cotidiano de um monge é bastante organizado e seu repleto de atividades. Phouvid se desperta às quatro horas da manhã, se prepara, reza, participa do canto (chanting) e às seis e meia parte com outros monges fazer sua caminhada para recolher seu alimento do dia. A caminhada se chama morning alms round e é existe em sociedades tradicionais budistas da escola theravada. As pessoas oferecem arroz, produtos de seus comércios como biscoitos, suco de frutas, aos monges. Em troca, estes fazem um oração – espécie de benção – para o dia que começa. Cada monge, ou grupo de monges, tem a sua propria rua. O morning alms round é um dos mais belos traços do cotidiano do Laos: dois dias depois de entrevistar o monge budista, na cidade de Pakbeng, às margens do rio Mekong, nos pudemos ver os monges caminhando lentamente, agradecendo solenemente a ração recebida e orando.
Voltando ao cotidiano de Phouvid, ele come apenas duas refeições por dia: café-da-manhã e almoço. Depois do almoço, ele faz jejum para facilitar a meditação.
De manhã, depois do café, Phouvid vai para escola, volta ao monastério para almoçar e retorna à escola até às cinco e meia da tarde. Sua escola é bastante parecida a uma escola laica. Ele aprende diferentes matérias e linguas estrangeiras como inglês e japonês. Depois da escola, hora de meditar e praticar o canto budista no templo com seus colegas. Em seu dormitorio não ha hora de recolher, os monges vão dormir por volta de dez e meia da noite para estarem em forma no dia seguinte.
Em Luang Prabang, os monges têm o fim de semana de folga e três meses de férias por ano, Phouvid aproveita para descansar, passear na cidade e surfar na internet.

Quando lhe perguntamos se ele ja viajou, eles nos responde que sim, até a capital laociana, Vientiane, mas seu grande sonho é viajar ao Japão, onde ele podera melhorar seus japonês.
No Laos, as crianças são enviadas pelos pais para se tornarem monges ou decidem vir por elas proprias. Depois do seu aprendizado religioso, elas são livres para escolher entre continuar monge ou partir. Phouvid não sabe se continuara sendo monge, seu objetivo é continuar seus estudos e entrar na universidade.
Depois de nossa entrevista, nos ficamos mais alguns instantes conversando com ele e mantemos contato através da internet.
EM FRANCÊS: Lisez l’interview complète sur le site Projet Jeune – un partenariat entre la Mairie de Vincennes et 2backpacks.












