
E dificil de manter o status de turista tradicional: a gente precisa fazer o que todo mundo faz! Esqueça a historia do verdadeiro viajante que desbrava o desconhecido e vive a vida como um nativo nos destinos mais distantes. Nos preferimos procurar o conforto, admito. Queremos nos deslumbrar, sentir a maravilha que é viajar – ou fazer turismo. E cair em algum conto do vigario uma hora ou outra. Uma Volta ao Mundo como um « pacote » de viagem de férias, talvez esta seja uma descrição mais precisa de nossa vida na estrada. Mas existem algumas diferenças: nos escolhemos nosso transporte, procuramos por conta propria os hotéis, em resumo, não passamos por agência de viagem. O resto é igual aos outros turistas, nos entramos em todas as filas para ver as belezas do mundo.
Ir a Pequim rima com visitar a Grande Muralha da China. Logo, para a Muralha nos fomos. Graças à Jonathan, que fala chinês suficientemente para contatar um motorista de minivan, nos atacamos a mais longa muralha jamais construida. Nos escolhemos começar nosso percurso em um lugar não tão « turistico » e caminhar em direção ao ponto onde todos os visitantes vão. A caminhada de Jinshanling até Simatai. E, mais uma vez, eu vi o quanto as facilidades do turismo moderno – e preguiçoso – me são necessarias.

1. Subir a colina para chegar até a Grande Muralha: uma pequena subida de 15 à 20 minutos em meio à vegetação. Meu coração batia à 160 pulsações por minuto enquanto os demais mantinham um bom ritmo e pareciam estar gostando da marcha. Ao menos, eu tinha uma parceira, quando eu vi minha mulher, com o rosto em fogo, eu percebi que a dificuldade não era so minha.
2. Escalar a Grande Muralha: é isso mesmo, os 50 primeiros metros eram dignos de alpinismo. Minha situação: caminhando até a Muralha eu fiz o exercicio fisico dos seis ultimos meses. Quando eu vi, à minha frente, uma rampa de 15 ou 20 metros de altura. Degraus bastante altos sem nenhuma proteção lateral que me fizeram sentir a vertigem que me ataca quando tenho que subir sem ter à que me segurar. Resultado, subir a grande escadaria a quatro patas, enquanto os outros me fotografavam para imortalizar o ridiculo da situação.

3. Caminhar ao longo da Muralha: excelente. Quando nos demos conta que haviamos percorrido boa parte dos 14 km previstos rapidamente, baixamos o ritmo para aproveitar o passeio. Perto do fim, a muralha foi completamente restaurada e é facil de percorrê-la. Pausa pra cerveja e conversa fiada, em resumo, pra fazer aquilo que todos os turistas fazem.
Ultima anotação: a Grande Muralha da China não é tão grande como a gente imagina, ela é bastante estreita, mas a paisagem é magnifica e a sensação de percorrê-la, inesquecivel. Se vier a Pequim, não deixe de visitar.
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Nossa, que drama! Só faltou chorar e pedir pra voltar. Depois que passou é bonito, mas queria ver se tu tivesse empacotado na subida da grande muralha. Valeu o esforço, as fotos ficaram mto bacanas! Keep going!!!