Balaio I
Textos, documentos, idéias e histórias que se perderam no tempo. Eis o Balaio, publicação datada. Jornal Estafeta, Veranópolis. Piccola città, cerca de 20 mil habitantes na Serra Gaúcha, Brasil. Mantive por algumas semanas uma coluna sobre música ao estilo fogo num palito de fósforo. Liga, queima e não acende mais do que duas velas.
22 de junho de 2001.
Um novo colunista “Acredito que seja meu dever fazer uma breve apresentação dessa nova coluna. Na verdade, quem é novo sou eu. Ela já existia, mas acabou extinta por falta de colaboradores. Pelo menos me informaram dessa forma. Propus-me, então, a enviar algumas matérias musicais e o pessoal não fez nenhuma objeção. Que bom! Ou que ruim! Vamos ver o quanto útil poderei ser aos interessados e aqueles que, muitas vezes, entendem mesmo do assunto. Aí pela Serra todos são muito rockeiros, não? Legal! Acharia fantástico se todos fossem jazzeiros, bluseiros, brasileiros também! O importante é que a música existe e deve ser curtida, aproveitada e por que não cultuada? Sim. Deixemos a música invadir nossa alma e nosso coração. Ela é arte. A arte nos toca na medida do possível. Não importa quem a faz, mas o que se faz. Sejamos críticos. Há uma frase que diz que o mundo é muito curto para que se beba vinho barato. Protejamos o que de bom é produzido. Bah, acabei esquecendo da minha apresentação… Não faz mal. Aos poucos vou contando um pouco de mim. Por enquanto, meu nome é Maurício Boff. A partir de agora nessa coluna. Assim espero…”
Que várzea. Começar uma coluna e terminar o primeiro texto com “assim espero” é prever um trágico futuro.
