Meu vizinho tem uma bola quadrada

<!– @page { size: 8.5in 11in; margin: 0.79in } P { margin-bottom: 0.08in } Pronto. Começou aqui em casa a incontestável bola quadrada do meu vizinho. Todo dia é a mesma rotina – que adoro, confesso. A bola bate na porta, derruba os sininhos orientais pendurados na maçaneta dourada e produz uma das vibrações cósmicas mais poderosas que a Humanidade pode conceber. O desejo de transmitir ao ser a mais bela carga emocional e gerativa da vida. Se fosse místico, veria ondas de cores indefinidas flutuando pela sala. E o piá chora. Chora. O chamarei de Rajan, porque ainda é calvo. Rajan tem nem dois anos e berra como se estivesse nas arquibancadas do Monumental.