Mofo
bate no rosto a brisa do mar, do lado de lá, da ilha sem nome. o tempo que já não é mais nem tão distante. perdeu o sentido em dias que não mais se medem em minutos. na mira, a anti-rosa. o anti-ser. o anti-tudo. na mão, a esperança de ser o que se pensa.
Barro úmido
“Eu lembro bem das cores. Mas a arte você expressa pelas mãos ao colocar o que sente. Olha, fiz uns azulejos com a palavra ’silêncio’. Depois, me arrependi. Ficou muito grande, sabe? Deveria ter escrito ‘psiu’. É mais curto e pouparia argila”.
Instrutor de telemarketing, cego desde os 9 anos, aluno na oficina (para deficientes visuais) Cerâmica: Uma Aproximação, curso de extensão que é realizado no Instituto de Artes da UFRGS.
Adverso – DEZ/2009
