13 Nov 2009, 9:00am
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by Mauricio

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Mofo

bate no rosto a brisa
do mar,
do lado de lá,
da ilha sem nome.

o tempo que já não é mais nem tão distante.
perdeu o sentido
em dias que não mais
se medem em minutos.

na mira,
a anti-rosa.
o anti-ser.
o anti-tudo.

na mão,
a esperança de ser
o que se pensa.

Barro úmido

“Eu lembro bem das cores. Mas a arte você expressa pelas mãos ao colocar o que sente. Olha, fiz uns azulejos com a palavra ’silêncio’. Depois, me arrependi. Ficou muito grande, sabe? Deveria ter escrito ‘psiu’. É mais curto e pouparia argila”.

Instrutor de telemarketing, cego desde os 9 anos, aluno na oficina (para deficientes visuais) Cerâmica: Uma Aproximação, curso de extensão que é realizado no Instituto de Artes da UFRGS.

Adverso – DEZ/2009